segunda-feira, 25 de abril de 2011

CONFIANÇA

CONFIANÇA

Era de paz e amor, toda a palavra,
De justiça que se encontra na Lei,
De bom senso, que guia a conduta,
De humildade que constrói unidade,
De sinceridade, que leva a partilha,
Era de paz e amor, toda atitude,
Que livraria nos das correntes,
Que nos diria o caminho certo,
Que nos faria fortes,
Que nos colocaria a mesa farta,
Era de paz e amor, toda promessa,
Não vou repetir,
Não quero mais repetir,
Proíbo-me, repetir!!!


Clodoaldo Gomes

domingo, 24 de abril de 2011

RESSUSCITAR


PÁSCOA DIÁRIA


A EXPERIÊNCIA DO AMOR,
TODO DIA DE CADA VEZ, SEM MEDO,
É UM CALVARIO, TRISTE E LEVE,
LEVE QUANDO NOS LEMBRAMOS,
O SOL  NASCEU DE NOVO!
A LUA ILUMINA O BREU DA NOITE!
AS FLORES TEIMAM EM DESABROCHAR,
MESMO QUE NÃO SUPORTEMOS A MISSÃO!
SOMOS CRIATURA, DO GERME ÚNICO DO AMOR,
O QUE DE MELHOR ELE CONCEBEU,
SOMOS NOSSA FÉ E A DOS OUTROS,
O PASSO FIRME QUE CAIU TRÊS VEZES,
E INFELIZMENTE OUTRAS REPETIDAS VEZES,
MAS AINDA ASSIM, NOS LEVANTAMOS,
ERGUEMOS OS OLHOS E AINDA ENCHERGAMOS
AS LAGRIMAS DOS QUE NOS CERCAM,
A ALEGRIA DA CRIANÇA INOSCENTE,
A PAZ DE FAZER GUERRA,
CONTRA O MAL, QUE LUTA EM NÓS,
QUE DIVIDE NOSSA EXISTENCIA,
QUE NOS FAZ VIVER A MORTE,
E RESSUSCITAR NO AMOR,
TODOS OS DIAS!



Clodoaldo Gomes




Quem sou?!

O que sou neste dia de chuva,
Partiu daquela criança,
Sonho, alegria e esperança!
O que sou nos dias de sol,
Partiu do que não se mostrou,
Aquele do quarto fechado,
O grito interrompido de medo,
Dá vida pro mundo levar!
O que sou de concreto na vida?
A caixa que ainda não se abriu,
O casulo, fechado, fechado mesmo!
O sonho dos dias de  chuva,
A alegria dos dias de sol,
A esperança, da vida passar!



Clodoaldo Gomes

QUANDO PARTIU

Amor de irmão não morre!!!

Quando partiu, tudo era solidão,
O mundo parou de girar,
Foram infindáveis minutos,
Dentro de uma eternidade,
Tudo era teu sorriso largo,
Seu olhar tímido, difícil de ver,
Afinal, timidez não era seu forte!
Ah quando não mais te vi,
Meu mundo deixei sumir,
Nada havia a fazer,
A não ser sofrer e querer,
Quero ainda nos dias de hoje,
Quero lembranças das fotos que não tivemos,
O abraço daquele dia apressado,
O papo cabeça que não partilhamos.
Quero a palavra de sorte no casamento,
Do casamento, que não foi celebrado,
A ligação, emocionada do nascimento,
Nascimento do filho que não nasceu.
Quero continuar lembrando,
De tudo que não tivemos,
Quero ter a certeza, do amor que vivemos!

Clodoaldo Gomes


JANELAS

JANELAS

 NÃO ESPERO QUE SEJAS ABERTO,
 NEM TÃO POUCO, VEJO LIBERDADE...
 É DEMAIS, QUERER TRANSPARENCIA,
 SÓ LIMPEZA DA CONSCIENCIA,
 NÃO TIRES TODAS AS TRANCAS,
 MAS,  PARTILHE TODAS AS CHAVES
 QUERO PODER ENTRAR E TE VER,
 SEM PERGUNTAR,
 É AMAR OU SOFRER!,
 NÃO ME CHAME DE MUNDO,
 TODO MUNDO!
 SOU APENAS  A JANELA QUE  TRANCOU
 A CHANCE DE FELICIDADE SUPRIMIDA,
 A VERDADE, MENTIROSA QUE ESCONDEU!
O SONHO TEU, SÓ TEU!
OLHE O MAIS EMBAÇADO DO VIDRO,
O REFLEXO MAIS TURVO,
E LEMBRE SE NÃO É O MEU,
É O TEU!




CLODOALDO GOMES

CANSADO

Cansado

Os dias são cruéis, como as palavras,
Tristes como a morte de uma rosa,
Às vezes, até sombrios...
Tal qual a nuvem se aproximando, negra!
Não há palavra para descrevê-lo,
Só angústia e desespero,
É correr, descalço sobre pedras,
Pedras pontudas, afiadas,
É cair, sobre um espinheiro,
De rosas todas secas,
Nada mais a declarar,
É isso, só isso.
Os dias são cruéis, como nossas palavras,
Triste como as rosas que não oferecemos,
Sombrios como nossos pensamentos,
Negro, como um olhar desapontado,
Angustia e desespero, da solidão,
Pedras, como um coração,
Que deixou todas as rosas secarem,
Não regou,
“Seu amor não declarou”,
Os dias cruéis passam,
Tanto quanto os felizes ficam,
E nós ainda assim,
Caminhamos,
É isso, só isso!
Clodoaldo Gomes

ACEITE


Aceite

Antes que você me sinta,
Conto todo meu sentimento,
Exponho todo meu momento,
Faço saber minha guerra,
Mostro a paz deste meu tormento!
Antes que me toques,
Terei te deixado em choque,
Farei seus arrepios voltarem,
Trarei lhe todas minhas montagens,
Estarei então fora da embalagem!
Tudo que em mim reconheça,
Estará para te revelar,
Aquilo que enfim floresça,
No chão em que eu pisar,
É pouco, mas o é o que trago,
Num trago do beijo teu!

Clodoaldo Gomes